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Governança de Dados: o que é e qual a sua relevância para uma empresa?

Entenda como uma Governança de Dados corporativos bem estruturada pode impactar diretamente a produtividade e o lucro de uma organização


A Governança de Dados pode ser resumida em um conjunto de políticas e processos que funcionam dentro de determinada estrutura organizacional para colaborar no gerenciamento de dados corporativos. 

Mas há uma informação importante sobre essa prática: de acordo com um artigo publicado na editoria de Análise e Ciência de Dados da Harvard Business Review, apenas 3% das empresas alcançam níveis de qualidade satisfatórios na Governança de Dados. 

Como você vai descobrir ao longo deste texto, este é um dado extremamente alarmante, já que uma gestão ineficiente de dados dentro de uma empresa impacta diretamente na sua produtividade e, consequentemente, nos lucros. 

Continue conosco para saber o que é e qual a importância da Governança de Dados dentro de uma empresa, além de como implementá-la para que o negócio possa se desenvolver ao máximo com uma sólida estrutura organizacional. 

O que é Governança de Dados? 

A Governança de Dados é formada por um conjunto de políticas, processos, pessoas e aplicações tecnológicas organizadas com o objetivo de estruturar os dados de uma organização. 

Todos esses procedimentos que formam a Governança de Dados devem estar disponíveis para todas as partes interessadas, desde os colaboradores aos parceiros e fornecedores. Isso é possível por meio de manuais de conduta e códigos que devem guiar a empresa para uma gestão de dados clara, segura e que transpareça confiança, para acompanhar o crescimento da corporação e o consequente aumento de ativos e dados. 

Isso porque, quando há um acúmulo crescente de novos dados, as empresas precisam de uma gestão de TI eficiente para determinar os ambientes de big data adequados para armazenamento e acesso, além de projetar uma arquitetura de dados para controlar as fontes, fazer a integração e deixar tudo isso disponível para a organização. 

É justamente esse processo de integrar os dados e torná-los disponíveis que torna a Governança de Dados tão importante, já que essa organização impacta diretamente o fluxo de trabalho das equipes e as decisões que são tomadas por elas. 

Com uma Governança de Dados bem estruturada, a empresa consegue fazer o gerenciamento completo de todos os seus ativos e informações. É possível saber quais dados ela tem, onde estão localizados e como podem ser utilizados.

A Governança ainda colabora na qualidade e redução do tempo da análise de dados, já que estabelece uma base para essas informações por meio de regras e processos definidos.

Com essa facilidade no acesso e análise dos dados, a empresa ganha um grande diferencial na geração de insights, aumento da produtividade e redução da utilização de recursos. Tudo isso com segurança da informação. 

Como funciona a Governança de Dados? 

A Governança de Dados engloba de forma direta ou indireta todas as políticas da empresa e seu funcionamento, os processos produtivos, recursos humanos e, claro, o uso da tecnologia. 

É justamente essa colaboração entre os departamentos de TI e RH que solidifica a estrutura da organização, baseada em dados confiáveis e de fácil acesso que podem gerar novas percepções, dar suporte nas tomadas de decisão e no planejamento de todas as ações da empresa. 

A importância da Governança de Dados corporativos

Se você faz parte da gerência de uma corporação, já deve saber o impacto de uma má Governança de Dados e os problemas que ela pode trazer. Estamos falando de prejuízos que vão desde o desperdício de tempo e aumento de custos, até a dificuldade na tomada de decisão, percepção negativa dos clientes e percalços na hora de manter a estratégia prevista. 

Por outro lado, quando há uma Governança de Dados eficiente dentro de uma empresa, é possível notar uma melhora significativa na tomada de decisões, no desenvolvimento de processos mais eficientes com menores custos operacionais, na proteção das informações dos investidores e, inclusive, na transparência entre todas as equipes que formam a companhia. 

Nesse ponto, fica um pouco mais fácil entender como a tecnologia pode impactar diretamente uma boa gestão de dados. Pense na inteligência artificial, por exemplo: os computadores podem ser grandes aliados para processar uma grande quantidade de dados, colaborando na economia de tempo e recursos. Além de centralizarem tanto volume no mesmo local. 

Quando uma corporação movimenta uma grande quantidade de dados, é comum que as haja diversas fontes, o que pode gerar inconsistência e dificultar a análise. A Governança trabalha na conexão dessas informações, criando uma linha de significados e ajudando a garantir que nenhuma informação importante passe despercebida. 

Uma boa análise dos dados corporativos pode melhorar a eficiência operacional e, consequentemente, aumentar a margem de lucros. Isso porque, com ela, torna-se possível avaliar o crescimento da empresa no mercado e o resultado das estratégias enquanto elas estão sendo aplicadas, além de observar a produtividade da equipe e calcular inúmeros índices e métricas internas. Já que estamos no tema “vantagens”, toda empresa vai gostar de saber que a Governança de Dados colabora muito para a segurança de dados e conformidade, já que ajuda a identificar facilmente onde há Informações de Identificação Pessoal, dando possibilidade de automatizar esse processo e ainda reduzir os riscos de violação. 

Portanto, com boas práticas e ferramentas que colaborem para organizar e manter a   qualidade dos dados, a equipe responsável pela análise pode, inclusive, trazer inovações para o processo e automatizar tarefas com algoritmos de Machine Learning. 

Afinal, se a Governança de Dados ajuda na produtividade e segurança dos dados da empresa, seus colaboradores podem se dedicar em melhorias que tragam crescimento e mais lucro para a corporação. 

Fatores essenciais para a estrutura da Governança de Dados

Para que a Governança de Dados desenvolvida na empresa seja bem-sucedida, é preciso considerar uma série de fatores que podem colaborar para o seu crescimento. 

O primeiro ponto que precisa de atenção é a padronização dos dados e, por isso, uma documentação específica para essa finalidade deve ser desenvolvida. Trata-se de uma espécie de “dicionário de dados” para que todas as definições do negócio sejam claras e não haja confusões na hora de calcular métricas e gerar relatórios. 

E a documentação não para por aí. É preciso indicar com transparência aos usuários finais quais dados serão processados. É importante descrever a necessidade da atualização periódica das informações, restrições de acesso e políticas de dados regulatórios, por exemplo. 

Esse tipo de instrução clara também facilita na identificação dos responsáveis por cada função do gerenciamento e manutenção dos dados. 

Por último, mas não menos importante, vem a tecnologia, um fator essencial para a Governança de Dados, principalmente no que diz respeito às plataformas de gerenciamento de metadados.

Essas ferramentas vão armazenar e proteger os dados que uma organização gerencia, como as informações dos bancos de dados e locais do servidor, por exemplo, além de facilitarem muito a consulta e visualização de conjuntos de informações para o desenvolvimento de relatórios ou projetos de inovação.  

Quero saber se a Governança de Dados está sendo bem-sucedida. E agora? 

Na hora de implementar a Governança de Dados em uma empresa e avaliar seu sucesso, basta averiguar se as informações deixaram de existir de forma isolada e se são, a partir disso, conhecidas, confiáveis e utilizadas como base em todas as tomadas de decisão. 

Lembre-se sempre que uma boa gestão dos dados faz com que eles se tornem ativos extremamente úteis tanto na melhoria de processos internos quanto no crescimento da empresa no mercado.

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