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Firewall: saiba como melhorar a segurança de dados da sua empresa

  • O sistema garante a proteção de dados corporativos, evitando ataques cibernéticos.

Os avanços tecnológicos trazem inúmeros benefícios para o dia a dia. Seja no trabalho ou em casa, esse desenvolvimento contribui significativamente para a realização de diversas tarefas. Contudo, com a tecnologia, também surgem riscos e ameaças à segurança da internet que comprometem informações e arquivos, sobretudo, das organizações.


Dessa forma, a proteção de dados corporativos é imprescindível no mercado de trabalho, tornando o ambiente computacional seguro, invulnerável e à prova de ataques cibernéticos.

Para as empresas que querem adotar um sistema em segurança de rede, o firewall é uma das melhores opções, mas o que essa ferramenta significa e como ela pode melhorar a proteção do seu negócio?


O que é

Se traduzido ao pé da letra, firewall significa “parede de fogo”. Assim, já é possível entender que ele funciona como uma barreira de segurança, impedindo que tráfegos indesejados sejam disseminados e infectem outros aparelhos.


Esse sistema defensivo pode ser um software ou hardware e desempenha a função de analisar e filtrar as informações que entram e saem da rede. Caso algum invasor ou malware tente entrar no computador, o sistema automaticamente bloqueará o acesso do dado para que não haja ameaças.


Apesar de facilitar consideravelmente a execução de atividades profissionais e cotidianas, a internet também é a porta de entrada para ataques maliciosos, o que gera grande preocupação no setor de TI da empresa, afinal, muitos arquivos sigilosos são armazenados dentro do ambiente computacional.


O risco de perder essas informações ou que elas sejam divulgadas sem autorização colocam em risco a segurança e prejudica a organização financeiramente.

Quando o firewall foi criado, em meados dos anos 1980, não existia uma solução que pudesse bloquear hackers e vírus. Por isso, ele surgiu com o objetivo de limitar o acesso entre as redes de internet, especialmente as domésticas. Atualmente, as redes corporativas estão adotando cada vez mais esse sistema de segurança.


Como funciona

É importante saber que o firewall tem regras pré definidas pelo administrador para decidir quais dados são considerados confiáveis e quais não são. Sendo assim, ele realiza um processo chamado de filtragem de pacotes, isto é, analisa as informações trafegadas e compara com as configurações do usuário a fim de permitir ou bloquear a entrada na rede.

Por exemplo, se for estabelecido que o tráfego de determinado IP está proibido, a ferramenta irá impedir a entrada desse endereço caso ele tente acessar à rede.

Existem, basicamente, duas formas de configurar as políticas da ferramenta:

  • Todos os dados são permitidos, exceto os que estão bloqueados;

  • Todos os dados são bloqueados, exceto os que estão autorizados.

Portanto, é necessário que as permissões sejam definidas por um profissional que esteja familiarizado com os dados da empresa para que a configuração funcione corretamente.

Para entender melhor como o firewall funciona, vamos compará-lo com o trabalho dos policiais, responsáveis pela nossa proteção contra diversos perigos. São esses profissionais que vão identificar e impedir suspeitos de entrarem em locais proibidos, roubarem objetos que não são seus e de colocarem em risco a segurança de outras pessoas.


Da mesma forma funciona o firewall. O sistema protege o computador de várias atividades maliciosas e impede a entrada de tráfego de dados indesejados, que comprometem o desempenho do dispositivo.


Principais tipos de firewall

Apesar de todos servirem para o mesmo propósito, ou seja, bloquear invasores e possíveis ameaças protegendo a rede de computadores, o firewall possui mais de uma estrutura e metodologia, estabelecendo diferentes regras a fim de filtrar os dados com mais segurança. Dessa forma, é possível escolher qual tipo de sistema atende melhor às necessidades do seu negócio.


Os principais modelos dessa ferramenta são o filtro de pacotes, os proxies e a inspeção de estados. Continue a leitura e descubra as diferenças entre as três categorias e como elas ajudam a proteger o ambiente computacional:

  • Proxy Services

Também conhecido como firewall de aplicação, esse dispositivo é o intermediário entre redes internas, os computadores, e externas, a internet, sendo considerado uma ótima opção de segurança. Normalmente, o proxy é instalado em aparelhos altamente potentes, já que o número de solicitações é considerado alto.


Como todo o fluxo de informações deve passar, primeiramente, pelo sistema, não há a possibilidade de estabelecer uma comunicação direta entre origem e destino. Com isso, ele consegue determinar regras que impedem o acesso de certos endereços externos e ainda proíbe a ligação entre aparelhos internos e serviços remotos.


O modelo funciona da seguinte forma: quando o usuário pede autorização para acessar um endereço de web, o proxy intercepta a mensagem e a encaminha para o servidor da internet como se fosse o próprio cliente. Logo, a identificação e localização do usuário é ocultada, trazendo mais segurança e protegendo-o de atividades maliciosas.

  • Packet Filtering

A metodologia da filtragem de pacotes opera de uma forma muito mais simples, mas, ainda assim, segura.

Esse tipo de firewall analisa uma série de regras configuradas pelo desenvolvedor para que o tráfego possa ser liberado. Caso as informações sejam compatíveis, o acesso é liberado; do contrário, a entrada e saída dos pacotes de dados é bloqueada.

O packet filtering é dividido em dois modelos:

  • Filtragem estática: os dados são examinados conforme as regras estabelecidas, independentemente da ligação que cada pacote tem com o outro.

  • Filtragem dinâmica: as regras podem ser adaptadas com base no cenário em que os pacotes estão inseridos, autorizando que eles acessem o dispositivo durante um determinado período.


  • Stateful Inspection Firewall

A inspeção de estado compara o que está acontecendo em um tráfego de informações com o que se espera que aconteça.

Esse procedimento ocorre graças à análise da rede de dados. O firewall procura estados, ou seja, padrões permitidos ou aceitáveis, de acordo com as regras, que são utilizados para manter a comunicação.

As informações são armazenadas pelo sistema e, posteriormente, serão usadas como parâmetros para os próximos tráfegos.


Agora que você já sabe a importância do firewall para a proteção de dados corporativos e quais são os principais modelos, é hora de escolher qual é o adequado para a sua empresa. É importante avaliar as necessidades e demandas do negócio antes de optar por um sistema.

Lembre-se de sempre considerar o grau de segurança, facilidade e suporte técnico da ferramenta. Assim, o seu ambiente computacional estará seguro e livre de invasores e atividades maliciosas.


Quer ajuda para escolher o firewall? Entre em contato com os especialistas da D-Sec e tire todas as suas dúvidas!

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